sexta-feira, 30 de maio de 2008
É como uma ponte!
domingo, 18 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Se um olhar bastasse...
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar.
sábado, 3 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Amor é...
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Quando gostamos de alguém de uma forma verdadeira, sincera, sentimo-nos assim. Tudo o que nos dizem relacionamos com essa pessoa, com a forma de ser, falar ou até mesmo com alguma coisa que nos tenha dito. Parece que não cabemos dentro de nós próprios, algo se apoderou de nós e até nos faz respirar melhor. Até o tempo parece passar mais depressa e não nos deixar aproveitar os momentos em que estamos na sua companhia. Olhamos para o telemóvel vezes sem conta a espera que se lembre de nos dizer uma palavra que nos faça sentir especial. Vivemos num sonho contínuo, à parte do mundo que nos rodeia e ao mesmo tempo mais atentos do que nunca a coisas que, para tantos, parecem insignificantes. O amor que sentimos torna-se “uma companhia” que transforma a nossa identidade pessoal, que nos faz reagir de outra forma a tudo. Há em nós um sentimento que nos preenche e nos faz ver tudo de uma forma bela, como se de um sonho se tratasse.
